QUER AUMENTAR O VALOR ENTREGUE DOS PROJETOS DE INOVAÇÃO? COMEÇE A GERENCIAR SEU PORTFÓLIO.

QUER AUMENTAR O VALOR ENTREGUE DOS PROJETOS DE INOVAÇÃO? COMEÇE A GERENCIAR SEU PORTFÓLIO.


INOVAÇÃO: a buzzword do momento. Segundo o dicionário, é a ação ou efeito de inovar, aquilo que é novo, coisa nova, novidade. Pode ser desde uma nova tinta  para pintar a parede do seu quarto ou até mesmo um robô autônomo para  busca de vidas em Marte.

A inovação se tornou mais do que um diferencial para as empresas! Tornou-se a única alternativa para não sair do mercado. Seja pela necessidade de produtos e serviços melhores ou pelo ambiente competitivo e sujeito a mudanças.

No entanto, não basta inovar uma vez. Para que as organizações tenham longevidade e lancem  novos produtos e serviços de maneira sistemática e contínua, é essencial realizar uma boa gestão da inovação.  

O gerenciamento de portfólio de inovação é uma das etapas desse processo. Pode ser definido pelo  planejamento e direção equilibrados de um portfólio de iniciativas para  fornecer o maior valor global à empresa.

Uma das ferramentas utilizadas na Gestão de Portfólio de Inovação é a “Matriz da Ambição na Inovação”, criada em 2012 por Nagji e Tuff. Nela, há três níveis de ambição em projetos de inovação, são eles: Core, Adjacente e Transformadora.



Fonte: http://www.processocriativo.com/ambicao-na-inovacao/

O nível Core representa as ações de inovação que buscam otimizar produtos atuais para os clientes atuais.

O segundo nível é o Adjacente, que considera as ações de inovação que investem em áreas novas para a empresa tomando como ponto de partida os negócios e clientes existentes. Nesse nível intermediário, a inovação é buscar valor em áreas fora do ambiente comum da empresa.

Já o último nível, chamado de Transformadora, é quando são criadas as inovações radicais e disruptivas. É o momento em que o projeto inovador faz a empresa alcançar novos negócios, novos clientes e novos mercados.

Como o futuro é difícil de prever, as empresas precisam se sentir confortáveis com a experimentação, testando novas tecnologias, produtos e modelos de negócios. Um estudo recente conduzido pela Accenture¹ identificou o gerenciamento de portfólio como uma área fundamental para gerenciar os riscos em inovação de forma adequada. 

A gestão de risco adequada permite a experimentação, sendo conducente às inovações adjacentes e transformadoras. Além de neutralizar  a tendência de “jogar pelo seguro” apoiando apenas a inovação incremental (core). Isso envolve a distribuição de pequenas apostas em várias opções de inovação, esperando que algumas delas produzam grandes retornos e cubram o investimento necessário para a experimentação. 

Um estudo conduzido pelo Harvard Business Review² em empresas dos setores industriais, bens de consumo e tecnologia, revelou um padrão: empresas que alocaram cerca de 70% de sua atividade de inovação para iniciativas centrais, 20% para iniciativas adjacentes e 10% para transformacionais superaram seus pares, normalmente obtendo uma vantagem de P/L (Índice Preço/Lucro) de 10% a 20%. Essa estratégia é atraente para os mercados de capitais porque implica no equilíbrio entre crescimento previsível de curto prazo e apostas de longo prazo.

O estudo indica também que, apesar das empresas alocarem menos tempo e recursos para as iniciativas transformacionais, são elas que trazem o maior retorno a longo prazo. Os esforços de inovação centrais normalmente contribuem com 10% do retorno cumulativo de longo prazo sobre o investimento em inovação; iniciativas adjacentes contribuem com 20%; e os esforços transformacionais contribuem com 70%.

Juntas, essas descobertas ressaltam a importância de gerenciar a inovação total de forma deliberada e próxima. A maioria das empresas é fortemente orientada para a inovação central (core) – e deve continuar a ser, devido ao risco envolvido em iniciativas adjacentes e transformacionais. Mas se essa tendência natural levar à negligência de formas mais ambiciosas de inovação, o resultado será um declínio constante nos negócios e na relevância para os clientes. 

No próximo post iremos aprofundar sobre quais são as áreas chave para gerenciamento de inovação que atendam esses três níveis de ambição na inovação. Também  abordaremos quais são os conceitos culturais adotados pela VLI para disseminação da inovação na companhia!

Autor(a): Fernanda Luzetti
Fernanda Luzetti | LinkedIn

Bibliografia

¹ A di Alon, Wouter Koetzler, Steve Culp: a arte de gerenciar riscos de inovação, Accenture, http://www.accenture.com/us-en/outlook/Pages/outlook-journal-2013-art-of-managing-innovation-risk.aspx

² Bansi Nagji, Geoff Tuff: Gerenciando seu portfólio de inovação, https://hbr.org/2012/05/managing-your-innovation-portfolio


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