INTRAEMPREENDEDORISMO COMO ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO

INTRAEMPREENDEDORISMO COMO ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO

Passamos por um processo acelerado de inovações no mercado atual, no qual a concorrência está cada vez mais acirrada e a necessidade de transformação bate a todo momento na nossa porta. Mais do que nunca é preciso elaborar e estudar novas ferramentas para que uma empresa possa ser cada vez mais promissora. Uma das formas que as organizações possuem para se diferenciarem é através da inovação. Segundo a empresa de consultoria Bain  cerca de 30% dos recursos das organizações é investido em inovação.

Mas por que a inovação se tornou  tão importante? De acordo com o livro Inovação: repensando as organizações é porque o consumidor mudou seu comportamento de compra, suas preferências, e suas prioridades. Hoje ele não possui um posicionamento estático, mas sim flexível, que se altera na velocidade das informações. O consumidor agora não possui um único estilo, não é atraído por um produto ou serviço somente porque possa lhe suprir uma necessidade, mas sim por aquele que lhe ofereça novas opções, novos estilos de vida, e que lhe faça presenciar novas experiências. Nesse cenário, a inovação é um alicerce da competitividade e se torna uma ferramenta estratégica que alavanca a vantagem competitiva de qualquer organização.

Neste contexto surge um papel de extrema importância: o intraempreendedor. O intraempreendedorismo é o empreendedorismo que ocorre dentro de empresas já existentes. O Intraempreendedor está sempre criando, inovando, antecipando ações e consequências, tomando decisões, agindo e empreendendo, tudo de uma forma cíclica e ininterrupta, mesmo não ocorrendo necessariamente nessa ordem. No livro O empreendedor inovador, o autor diz que o intraempreendedor é capaz de fazer com que ideias que estão apenas no papel se concretizem e se transformem em oportunidades de crescimento de uma empresa.  A pessoa que pratica o intraempreendorismo é um indivíduo que não resiste em transformar oportunidades em bons negócios, não tolera a mesmice, o obsoleto e implementa suas ações com comprometimento. Umas das características do intraempreendedorismo é assumir riscos, aceitar que acertar e errar faz parte do desenvolvimento pessoal e do crescimento da empresa.  Porém, mais importante que errar ou acertar é o desejo de fazer acontecer tão presente dentro da VLI.


Imagem adaptada  do artigo Formação de Empreendedores e o papel das Incubadoras

As pessoas que possuem grande poder de empreender dentro da empresa são as que estão presentes nas atividades de campo, assim como eu e você, pois conhecem os produtos/serviços da empresa, seus clientes e concorrentes, o que lhes oferece uma maior capacidade de criar novas ideias e desenvolver alternativas antes que se tornem evidentes para outras pessoas. No livro Organizações Guiadas por Ideas de  Alan G. Robinson  80% do potencial de melhorias em uma empresa é gerado por ideias de colaboradores que estão na linha de frente da operação.  

Programas existentes dentro da companhia como INOVAVLI e Programas de Melhoria Contínua são oportunidades que estes colaboradores possuem para planejar, analisar e implantar ações para que, de fato, a empresa desenvolva projetos inovadores e se diferencie das demais. Através destes programas trazemos qualidade para os clientes, agilidade no processo, melhoramos o controle financeiro, reduzimos os custos, entre outras ações que de forma indireta acabam influenciando positivamente a alavancagem competitiva da empresa.

Contudo o motivo pelo qual o intraempreendedoríssimo é tão importante vai muito além de tornar uma empresa mais competitiva, ela gera um sentimento de desafio alcançado, que é gratificante tanto quanto profissionalmente como pessoalmente. Ter uma ideia inovadora implantada é ter a certeza de que como indivíduo e como empresa estamos transformando a logística do Brasil.

#orgulhoVLI

Autor(a): Kênia Cintra
Kênia Cintra | LinkedIn

Fontes:

LEITE, Emanuel F. Formação de Empreendedores e o papel das Incubadoras Universidade Católica de Pernambuco – Anais Iº Encontro Nacional de Empreendedorismo, Florianópolis: UFSC 1999.

BAUTZER, Deise. Inovação: repensando as organizações. São Paulo: Atlas, 2009.

LUMPKIN, G. T.; DESS, G. G. Clarifying the entrepreneurial orientation construct and linking it to performance. Academy of Management Review,v.21,n.1, p. 135 – 172, 1996

Quer saber mais:

BAIN. <https://www.bain.com/insights/innovation-in-consumer-goods-heroes-to-the-rescue> 

Alan G. Robinson (Organizações Guiadas por Ideas, 2015)

AZEVEDO, João H. Como iniciar uma empresa de sucesso, Rio de Janeiro: Qualitymark Editora Ltda, 1994.

SARKAR, S. O empreendedor inovador: faça diferente e conquiste seu espaço no mercado. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Related Posts
Deixe um Comentário

Seu e-mail não será publicado.Campos obrigatórios *